segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Confidente Cláudio - Dialogando com Jesus




Porto Belo, SC, 29 de Outubro de 2014
Dialogando com Jesus

- Jesus, eu te adoro!
-Grande coisa! Se tu fosses um Papa, um Santo, um Anjo; se tu fosses a Puríssima Virgem de Belém, Eu me sentiria honrado, mas tu, quem és tu? Na verdade, filho, quantos no mundo me “adoram”, ou dizem que me adoram! Palavras vãs, sem sentido, que não brotam dos corações, pelo menos não de corações contritos, puros, arrependidos, e com o firme propósito de realmente viverem Comigo.
Quantos, por certos momentos Me “adoram”, mas no universo de seus momentos seguintes, caminham no mundo sem prestar atenção a Mim: tão logo terminam seus momentos de orações, já usam suas bocas para as brigas, para as calúnias, para extravasar raivas e usam seus corações para invejar e odiar...
Que diferença faz então, dedicar alguns parcos minutos a Me adorar?
Se, no entanto, usassem este tempo para me escutar, certamente seria frutífero este momento; talvez seus corações arrogantes se abrissem à realidade do verdadeiro amor e da verdadeira adoração.
Há pessoas que, em momentos dedicados à adoração, os usam para pedir para si ou para outros, ou para expor com orgulho, diante dos outros, a sua “capacidade” de orar, de falar, de exibir palavras de cura, de libertação... Isto não é adoração! Isto é egoísmo! Palavras, palavras, palavras ao vento!
- Mas Jesus...
- Eu Me sinto só, filho! Muito só! Percebes que, até na Igreja, diante do Sacrário, as pessoas não Me dão atenção? De fato, conversam, gesticulam, se abraçam, atendem ao telefone, vendem rifas...E, curioso, muitas destas pessoas são as que dizem Me amar e que dedicam algum tempo à adoração!
- Mas Jesus, será que elas sabem o que estão fazendo?
- Achas que não? Por que achas que elas vão à Igreja? Se elas não acreditassem na Minha presença, elas iriam? Mas Eu te digo, filho: elas vão apenas para pedir, pedir, pedir, mas, enquanto os atos litúrgicos não acontecem, aproveitam o tempo para banalidades... Quando se iniciam os atos, põem-se a murmurar pedidos sem conta, palavras desconexas... Até quando, filho?
- Mas Deus não poderia interferir? Acabar com isto?
- Acabarias com teus filhos? Mesmo que alguns deles caminhassem o mal, acabarias com eles? Ou, o que é pior: acabarias com todos?
- Então, o que se pode fazer?
- Deus está atento às verdadeiras orações; às orações dos que rezam de verdade! Estes, certamente receberão a recompensa da vida eterna...
- Aos outros, a condenação?
- Deus não os quer condenar! Por isso, aguarda pacientemente a conversão de cada um.
- Deus poderia obrigá-los, quem sabe, pela dor...
- E que méritos teriam? De fato: o Céu se conquista por mérito e não por força! Eles não mereceriam o Céu!
- Isto é “duro”...
- De fato, pode parecer duro, mas tu obrigarias um filho a te amar?
- De certa forma, sim: Eu poderia deixá-lo sem regalia, sem teto...
- E serias feliz? Sabe, filho, a verdadeira felicidade consiste em amar-se mutuamente, sem pressões, sem subterfúgios, sem reservas e de modo transparente, puro... Como Eu anseio por isto! Como Deus anseia por isto!
- Mas acho, Jesus, que falta alguém a nos ensinar tudo isto...
-Tens a Mim! Todos tem a Mim! Amem-me e Eu ensinarei o que é verdadeiramente amar!  Amem-me do vosso jeito e Eu transmitirei a todos, o Meu jeito de amar!
Amém?

- Obrigado, Jesus! Boa noite!
- Minha boa noite será a tua boa noite, porque: se não tiveres uma boa noite, Eu ficarei ao teu lado, e não “dormirei” tranquilo!
Amém?
“Jesus!”


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